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Amarenses lutam por canil
Associação de defesa dos animais deverá ser uma realidade em Amares

Deverá estar para muito em breve a criação de uma associação amarense para defesa dos animais. A crença parte dos promotores da ideia que lançaram, há já alguns meses, as bases junto do público de Amares, através da criação de um abaixo-assinado, na tentativa de pressionar o poder autárquico a tomar uma decisão, no sentido de ser criado um canil municipal.
Perante a ausência de acção da autarquia, e mediante as “dúvidas quanto ao destino dado aos animais” que são recolhidos pela carrinha do município, os responsáveis resolveram apelar à iniciativa privada e ao apoio de particulares para pôr “mãos à obra”. Perante questões “graves”, como o “transporte inadequado dos animais” e a ausência de um canil, Manuel Araújo e companhia resolveram avançar por iniciativa própria, tendo já os estatutos pré-aprovados para a constituição de uma Associação Protectora dos Animais, em Amares.
O principal objectivo desta associação será, evidentemente, a angariação de fundos e apoios para que seja possível avançar-se para a construção de um canil no município de Amares. Mas, as actividades a desenvolver por esta entidade não se ficarão por aqui. A vertente pedagógica será também privilegiada, com acções de sensibilização dos mais novos, nas escolas do concelho, bem como a tentativa de ‘colocação’ de animais abandonados em novos lares ou a realizar novas funções, através de treinos específicos. Neste caso, a criação de cães guias para invisuais seria o melhor resultado o obter.
Manuel Araújo, um dos mentores do projecto, não tem dúvidas que “se houver algo concreto, não faltará quem ajude” a associação. Exemplificando, os responsáveis adiantaram mesmo que, de Vila Verde, tinha chegado sinal de um importante apoio. “A dona Argentina Vieira [presidente da Associação de Defesa dos Animais de Vila Verde] já nos garantiu apoios quanto à ração”, exemplificaram. Além disso, mesmo ao nível do veterinário a operar no canil de Vila Verde, poderão haver apoios e sinergias.
Perante estes ‘sinais’ positivos, os responsáveis entendem que a questão fundamental se prende mesmo com a constituição da associação. “Posteriormente, para construção do canil, por exemplo, procuraremos apoios junto dos construtores da região e fornecedores de materiais de construção civil”, explicaram.Os responsáveis lançam, ainda, o repto a quem possa para que "cedam um local para a sede da associação, ou um aluguer a um preço simbólico".
De acordo com um especialista em assuntos contabilísticos, a formalização da mesma decorre de um processo muito simples. Antes de mais são necessários três fundadores para a Associação e cerca de 250 euros para que se proceda ao registo da mesma. Uma vez registada a associação, os responsáveis têm três meses para poderem constituir uma direcção. Posteriormente, há que definir o objecto social da mesma, bem como estipular um plano de actividades que será, por assim dizer, o ‘fio condutor’ de toda a associação.
Como já ficou explicado, as incumbências desta nova associação irão muito além da simples ‘gestão’ de um canil municipal. Desde logo, há que “retirar os animais das ruas e dar-lhes um novo lar”. Recuperar a saúde destes animais, bem como registá-los e colocar-lhes chips serão outras medidas a adoptar. O treino dos animais, sensibilização da comunidade, a criação de um sistema de adopção directo estão, igualmente, entre as acções a desenvolver por esta associação que, em última instância, procurará auto sustentar-se.

Autor: Terraimagem | 2009/10/15
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